O que a Campanha da Fraternidade tem a ver com o Programa Mais Médicos?

Campanha da Fraternidade 2014
Autor: Apostolado Catecismo da Igreja Católica

Todos os anos a CNBB promove a Campanha da Fraternidade na finalidade de combater os pecados sociais. Embora muitos de nós observemos essas campanhas com ressalvas, dado o viés ideológico que ela acaba tomando, é importante notar a importância dos temas que ela aborda e como os fiéis e, sobretudo, o clero devem pensá-los. Neste ano, o tema é a respeito do Tráfico Humano, que, conforme a própria CNBB, “refere-se à mesma exploração em consequência de violações dos direitos das pessoas. É uma ofensa aos direitos humanos porque oprime e escraviza a pessoa, ferindo sua dignidade e evidenciando diversas violações de direitos presentes na sociedade contemporânea” (CF 2014).

A importância do tema é tanta que até mesmo o nosso Santo Padre Francisco já se pronunciou a respeito: “o tráfico de pessoas é uma atividade ignóbil, uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas”.

Mas o que a CF deste ano tem a ver com o programa Mais Médicos, do governo federal?

Quem acompanha os noticiários tem conhecimento do programa Mais Médicos, que visa trazer médicos de diversos países para trabalhar no Brasil, sendo Cuba um dos principais países. Embora esse seja um programa louvável do ponto de vista sanitário, qualquer um que já fez catequese e estudou história sem o viés marxista sabe que o povo cubano vive sob uma ditadura, onde o respeito, as liberdade individuais e os direitos humanos não são respeitados.

Com a CF deste ano, a CNBB quer nos alertar para o pecado social do tráfico humano existente nesse programa. Aos olhos de toda a população, o governo brasileiro, sob a autoridade da presidente Dilma Rousseff, tem aceitado a exploração dos médicos cubanos que são enviados ao país pelo governo ditatorial de Cuba.

Como funciona o tráfico de médicos cubanos?

Cuba é um país ainda dominado pela ditadura castrista, que é fundamentada no socialismo. Nesse país, o salário de cada trabalhador não pertence ao trabalhador, mas ao Estado, que é uma espécie de “supremo deus”. O Estado, então, repassa aos cidadãos aquilo que julga ser meritório aos trabalhadores. Alguns teóricos do marxismo dizem que não existe mérito no comunismo, mas igualdade. Podemos até entender assim. Porém, sempre saberemos que a igualdade não é fonte de justiça, mas de injustiças.

No Brasil, o governo do PT não dá “o pão de cada dia” (Mt 6, 11) aos trabalhadores cubanos. Ao contrário, paga o salário deles à ditadura cubana, como em Cuba, que repassa aos médicos e às suas famílias conforme as leis do país.

Uma reflexão

Pensemos nós:

  • Será que gostaríamos de trabalhar 8h/dia e ver nosso salário preso ao Estado?
  • Será que não merecemos receber diretamente aquilo pelo qual trabalhamos?
  • Será que o Estado precisa ser o interventor daquilo que eu faço ou deixo de fazer?

A Igreja no Brasil já está alerta para o tráfico de pessoas no país. Será que você, CATÓLICO, já abriu os olhos para o acontece ao seu redor? Uma das sugestões da CNBB para o combate a esse tráfico é reclamar às autoridades. Eu faço uma outra sugestão: utilizemos as urnas em outubro contra os governantes que promovem essa escravização em pleno século XXI.

Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira das Américas, rogai por nós!
Santo Antônio Maria Claret, rogai por nós!

Artigo publicado originalmente em 06 de março de 2014 no site Domus Mariae.

Anúncios

O Fantástico Mundo dos Ultratradicionalistas

Bobby não participou do Concílio Vaticano II

No princípio, Deus criou os céus e a terra. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Nesse instante, o Espírito de Deus pairava sobre as águas.

Fiat lux! – disse Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Continue lendo “O Fantástico Mundo dos Ultratradicionalistas”

32 mitos sobre a Santa Missa

Pe. Pio celebra a Santa Missa
São Padre Pio celebra a Santa Missa

Salve, caríssimos!

Há muito que quero indicar uma série de artigos sobre alguns mitos acerca das celebrações litúrgicas realizadas mundo afora. Infelizmente, os artigos não são meus; gostaria eu de tê-los escrito, certamente.

Abaixo, sintetizo os artigos, cuja explicação completa sobre cada mito você poderá ver nos dois links no final deste post. E, no caso de dúvidas, deixo aberto o post para comentários e debates.

Continue lendo “32 mitos sobre a Santa Missa”

Como praticar o jejum na Quaresma

O excelente texto abaixo foi escrito pelo delegado Brodbeck para seu site Salvem a Liturgia!. É certo que estou um pouco atrasado e deveria tê-lo divulgado na quarta-feira de cinzas, mas nunca é tarde para informar os amigos o que deve ser feito nestes tempos quaresmais.

Aproveitei e formatei um pequeno resumo esquemático das normas citadas abaixo para quem quiser baixar e imprimir. Esse resumo está disponível no meu canal do SlideShare gratuitamente para vocês, fiéis! 😀

"Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar."
"Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar."

Continue lendo “Como praticar o jejum na Quaresma”

Confissão pelo iPhone?

”Recebei o Espírito Santo.
A quem perdoardes os pecados, serão perdoados;
a quem os retiverdes, ficarão retidos” (Jo 22, 22-23)

Sob um título bastante suspeito, o site do Olhar Digital anunciou na noite de ontem (07/02) que a Igreja católica havia liberado um aplicativo para o iPhone no qual os fiéis poderiam se utilizar para receber o sacramento da Penitência.

A desinformação do Olhar Digital feita pelo desleixado repasse de informações vinda da sempre imaculada Reuters está me fazendo escrever aqui para explicar o que essa informação realmente significa.

Continue lendo “Confissão pelo iPhone?”

Há oito anos, deputado denunciava nazismo na Planned Parenthood

"Eu fiz um aborto"

O discurso abaixo é um “pronunciamento contundente em defesa dos valores da vida e da família“[1] feito pelo ex-deputado Elimar Máximo Damasceno (PRONA-SP) na sessão do dia 28 de abril de 2003 no Plenário da Câmara dos Deputados.

Continue lendo “Há oito anos, deputado denunciava nazismo na Planned Parenthood”

O que é a perfeita alegria

São Francisco de Assis

Como, andando pelo caminho, São Francisco e Frei Leão, expôs para ele coisas que são a perfeita alegria.

Vindo uma vez São Francisco de Perusa para Santa Maria dos Anjos com Frei Leão, era tempo do inverno e o frio grandíssimo o cruciava fortemente. Chamou Frei Leão, que ia indo na frente, e disse assim: “Frei Leão, se acontecer, por graça de Deus, que os frades menores dêem em todas as terras grande exemplo de santidade e de boa edificação; apesar disso, escreve e anota diligentemente que não está aí a perfeita alegria”.

E andando mais adiante, São Francisco chamou-o uma segunda vez: “Ó Frei Leão, ainda que o frade menor ilumine os cegos, estenda os encolhidos, expulse os demônios, faça os surdos ouvirem e coxos andarem, e os mudos falarem e, o que é coisa maior, ressuscite os mortos de quatro dias; escreve que não está aí a perfeita alegria”.

E, andando um pouco, São Francisco gritou forte: “Ó Frei Leão, se o frade menor soubesse todas as línguas, todas as ciências e todas as escrituras, de modo que soubesse profetizar e revelar não somente as coisas futuras mas até os segredos das consciências e das pessoas; escreve que não está nisso a perfeita alegria”.

Andando um pouco mais adiante, São Francisco ainda chamava forte: “Ó Frei Leão, ovelhinha de Deus, ainda que o frade menor fale com a língua do Anjo e saiba os caminhos das estrelas e as virtudes das ervas, e lhe fossem revelados todos os tesouros da terra, e conhecesse as virtudes dos pássaros e dos peixes e de todos os animais, e das pedras e das águas; escreve que não está nisso a perfeita alegria”.

E andando ainda mais um pedaço, São Francisco chamou com força: “Ó Frei Leão, ainda que o frade menor soubesse pregar tão bem que convertesse todos os infiéis para a fé de Cristo; escreve que aí não há perfeita alegria”.

E durando esse modo de falar bem duas milhas, Frei Leão, com grande admiração, lhe perguntou, dizendo: “Pai, eu te peço da parte de Deus que tu me digas onde há perfeita alegria”. E São Francisco lhe respondeu: “Quando nós estivermos em Santa Maria dos Anjos, tão molhados pela chuva, enregelados pelo frio, enlameados de barro, aflitos de fome, e batermos à porta do lugar, e o porteiro vier irado e disser: Quem sois vós? E nós dissermos: Nós somos dois dos vossos frades. E ele disser: Vós não dizeis a verdade, aliás sois dois marotos que andais enganando o mundo e roubando as esmolas dos pobres; ide embora; e não nos abrir, e fizer-nos ficar fora na neve e na água, com o frio e com a fome até de noite; então, se nós suportarmos tanta injúria e tanta crueldade, e tantas despedidas pacientemente, sem nos perturbarmos, e sem murmurar dele, e pensarmos humildemente que aquele porteiro nos conhece de verdade, que Deus o faz falar contra nós; ó Frei Leão, escreve que aqui há perfeita alegria. E se, apesar disso, continuássemos batendo, e ele saísse para fora perturbado, e nos expulsasse como velhacos importunos, com vilanias e bofetões, dizendo: Ide embora daqui, ladrõezinhos muito vis, ide ao hospital, porque aqui vós não comereis, nem vos abrigareis; se nós suportarmos isso pacientemente, com alegria e com bom amor; ó Frei Leão, escreve que aqui há alegria perfeita.

E se nós, mesmo constrangidos pela fome, pelo frio e pela noite, ainda batermos mais, chamarmos e pedirmos por amor de Deus com muito pranto que nos abra e nos ponha para dentro assim mesmo, e ele escandalizado disser: Estes são patifes importunos, eu os pagarei bem, como merecem; e sair para fora com um bastão cheio de nós, e nos agarrar pelo capuz e jogar por terra, e nos revirar na neve e nos bater nó por nó com aquele bastão: se nós suportarmos todas essas coisas pacientemente e com alegria, pensando nas penas de Cristo bendito, que temos que aguentar por seu amor; ó Frei Leão, escreve que aqui e nisto há perfeita alegria.

E, por isso, ouve a conclusão, Frei Leão. Acima de todas as graças e dons do Espírito Santo, que Cristo concede aos seus amigos, está a de vencer a si mesmo e de boa vontade, por amor de Cristo, suportar penas, injúrias, opróbrios e mal-estares; porque de todos os outros dons de Deus nós não podemos nos gloriar, pois não são nossos mas de Deus, como diz o Apóstolo: Que é que tu tens que não recebeste de Deus? E se recebeste dele, por que te glorias, como se o tivesses por ti? Mas na cruz da tribulação e da aflição nós podemos nos gloriar, pois diz o Apóstolo: Não quero me gloriar a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”.

 

Fonte (adap.): O que é a perfeita alegria? Escreve, Frei Leão…