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32 mitos sobre a Santa Missa

Pe. Pio celebra a Santa Missa

São Padre Pio celebra a Santa Missa

Salve, caríssimos!

Há muito que quero indicar uma série de artigos sobre alguns mitos acerca das celebrações litúrgicas realizadas mundo afora. Infelizmente, os artigos não são meus; gostaria eu de tê-los escrito, certamente.

Abaixo, sintetizo os artigos, cuja explicação completa sobre cada mito você poderá ver nos dois links no final deste post. E, no caso de dúvidas, deixo aberto o post para comentários e debates.

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O que é a perfeita alegria

São Francisco de Assis

Como, andando pelo caminho, São Francisco e Frei Leão, expôs para ele coisas que são a perfeita alegria.

Vindo uma vez São Francisco de Perusa para Santa Maria dos Anjos com Frei Leão, era tempo do inverno e o frio grandíssimo o cruciava fortemente. Chamou Frei Leão, que ia indo na frente, e disse assim: “Frei Leão, se acontecer, por graça de Deus, que os frades menores dêem em todas as terras grande exemplo de santidade e de boa edificação; apesar disso, escreve e anota diligentemente que não está aí a perfeita alegria”.

E andando mais adiante, São Francisco chamou-o uma segunda vez: “Ó Frei Leão, ainda que o frade menor ilumine os cegos, estenda os encolhidos, expulse os demônios, faça os surdos ouvirem e coxos andarem, e os mudos falarem e, o que é coisa maior, ressuscite os mortos de quatro dias; escreve que não está aí a perfeita alegria”.

E, andando um pouco, São Francisco gritou forte: “Ó Frei Leão, se o frade menor soubesse todas as línguas, todas as ciências e todas as escrituras, de modo que soubesse profetizar e revelar não somente as coisas futuras mas até os segredos das consciências e das pessoas; escreve que não está nisso a perfeita alegria”.

Andando um pouco mais adiante, São Francisco ainda chamava forte: “Ó Frei Leão, ovelhinha de Deus, ainda que o frade menor fale com a língua do Anjo e saiba os caminhos das estrelas e as virtudes das ervas, e lhe fossem revelados todos os tesouros da terra, e conhecesse as virtudes dos pássaros e dos peixes e de todos os animais, e das pedras e das águas; escreve que não está nisso a perfeita alegria”.

E andando ainda mais um pedaço, São Francisco chamou com força: “Ó Frei Leão, ainda que o frade menor soubesse pregar tão bem que convertesse todos os infiéis para a fé de Cristo; escreve que aí não há perfeita alegria”.

E durando esse modo de falar bem duas milhas, Frei Leão, com grande admiração, lhe perguntou, dizendo: “Pai, eu te peço da parte de Deus que tu me digas onde há perfeita alegria”. E São Francisco lhe respondeu: “Quando nós estivermos em Santa Maria dos Anjos, tão molhados pela chuva, enregelados pelo frio, enlameados de barro, aflitos de fome, e batermos à porta do lugar, e o porteiro vier irado e disser: Quem sois vós? E nós dissermos: Nós somos dois dos vossos frades. E ele disser: Vós não dizeis a verdade, aliás sois dois marotos que andais enganando o mundo e roubando as esmolas dos pobres; ide embora; e não nos abrir, e fizer-nos ficar fora na neve e na água, com o frio e com a fome até de noite; então, se nós suportarmos tanta injúria e tanta crueldade, e tantas despedidas pacientemente, sem nos perturbarmos, e sem murmurar dele, e pensarmos humildemente que aquele porteiro nos conhece de verdade, que Deus o faz falar contra nós; ó Frei Leão, escreve que aqui há perfeita alegria. E se, apesar disso, continuássemos batendo, e ele saísse para fora perturbado, e nos expulsasse como velhacos importunos, com vilanias e bofetões, dizendo: Ide embora daqui, ladrõezinhos muito vis, ide ao hospital, porque aqui vós não comereis, nem vos abrigareis; se nós suportarmos isso pacientemente, com alegria e com bom amor; ó Frei Leão, escreve que aqui há alegria perfeita.

E se nós, mesmo constrangidos pela fome, pelo frio e pela noite, ainda batermos mais, chamarmos e pedirmos por amor de Deus com muito pranto que nos abra e nos ponha para dentro assim mesmo, e ele escandalizado disser: Estes são patifes importunos, eu os pagarei bem, como merecem; e sair para fora com um bastão cheio de nós, e nos agarrar pelo capuz e jogar por terra, e nos revirar na neve e nos bater nó por nó com aquele bastão: se nós suportarmos todas essas coisas pacientemente e com alegria, pensando nas penas de Cristo bendito, que temos que aguentar por seu amor; ó Frei Leão, escreve que aqui e nisto há perfeita alegria.

E, por isso, ouve a conclusão, Frei Leão. Acima de todas as graças e dons do Espírito Santo, que Cristo concede aos seus amigos, está a de vencer a si mesmo e de boa vontade, por amor de Cristo, suportar penas, injúrias, opróbrios e mal-estares; porque de todos os outros dons de Deus nós não podemos nos gloriar, pois não são nossos mas de Deus, como diz o Apóstolo: Que é que tu tens que não recebeste de Deus? E se recebeste dele, por que te glorias, como se o tivesses por ti? Mas na cruz da tribulação e da aflição nós podemos nos gloriar, pois diz o Apóstolo: Não quero me gloriar a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”.

 

Fonte (adap.): O que é a perfeita alegria? Escreve, Frei Leão…

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Recorramos à Virgem Maria!

São Roque à Virgem Maria, de Jacques-Louis David

São Francisco de Sales, ainda depois de sua morte, como se quisesse continuar a guerra que durante a vida tinha feito à desesperação, arrancou ao próprio demônio uma confissão repleta de incitamento para as almas mais criminosas.

Trouxeram para junto do túmulo do Santo Bispo de Genebra, no tempo em que se instituía o processo da sua beatificação, um jovem que, havia cinco anos, estava possesso do espírito malígno. Teve de se esperar a sua cura durante muitos dias, e entretanto foi este desgraçado submetido ali, junto dos restos mortais do Santo, a um longo e repetido interrogatório, que lhe fizeram o bispo Charles-Auguste de Sales e a Madre de Chaugy. Duma vez, como o demônio gritasse com mais furor e confusão, dizendo: “Para que hei de eu sair?!“, a Madre Chaugy exclamou com aquela veemência que lhe era peculiar: – “Ó Santa Mãe de Deus, rogai por nós! Maria, Mãe de Jesus, socorrei-nos!

A essas palavras, o espírito infernal redobrou os seus horrendos gritos, bradando: “Maria! Maria! Ah! E eu, que não tenho Maria!… Não pronuncies esse nome, que me faz estremecer. Se houvesse uma Maria para mim, como a tendes para vós, não seria o que sou!… Mas eu não tenho Maria!” Todos choravam. – “Ah!“, continuou o demônio, “se eu tivesse um só instante dos muitos que desperdiçais, sim, um só instante e uma Maria, não seria um demônio!

Pois bem. Nós que vivemos (Sl 113, 18) temos o momento para regressar a Deus, e temos Maria para nos obter essa graça. Quem, pois, há de desesperar?

Adaptação e mescla de:

TISSOT, Joseph. A arte de aproveitar as próprias faltas. São Paulo: Quadrante, 1995. p. 48-49.

TISSOT, P. José. Arte de aproveitar-se das próprias faltas. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1964. p. 47-48.

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