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Recorramos à Virgem Maria!

São Roque à Virgem Maria, de Jacques-Louis David

São Francisco de Sales, ainda depois de sua morte, como se quisesse continuar a guerra que durante a vida tinha feito à desesperação, arrancou ao próprio demônio uma confissão repleta de incitamento para as almas mais criminosas.

Trouxeram para junto do túmulo do Santo Bispo de Genebra, no tempo em que se instituía o processo da sua beatificação, um jovem que, havia cinco anos, estava possesso do espírito malígno. Teve de se esperar a sua cura durante muitos dias, e entretanto foi este desgraçado submetido ali, junto dos restos mortais do Santo, a um longo e repetido interrogatório, que lhe fizeram o bispo Charles-Auguste de Sales e a Madre de Chaugy. Duma vez, como o demônio gritasse com mais furor e confusão, dizendo: “Para que hei de eu sair?!“, a Madre Chaugy exclamou com aquela veemência que lhe era peculiar: – “Ó Santa Mãe de Deus, rogai por nós! Maria, Mãe de Jesus, socorrei-nos!

A essas palavras, o espírito infernal redobrou os seus horrendos gritos, bradando: “Maria! Maria! Ah! E eu, que não tenho Maria!… Não pronuncies esse nome, que me faz estremecer. Se houvesse uma Maria para mim, como a tendes para vós, não seria o que sou!… Mas eu não tenho Maria!” Todos choravam. – “Ah!“, continuou o demônio, “se eu tivesse um só instante dos muitos que desperdiçais, sim, um só instante e uma Maria, não seria um demônio!

Pois bem. Nós que vivemos (Sl 113, 18) temos o momento para regressar a Deus, e temos Maria para nos obter essa graça. Quem, pois, há de desesperar?

Adaptação e mescla de:

TISSOT, Joseph. A arte de aproveitar as próprias faltas. São Paulo: Quadrante, 1995. p. 48-49.

TISSOT, P. José. Arte de aproveitar-se das próprias faltas. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1964. p. 47-48.

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